quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ser professor

      
Ser Professor
              Desde os primórdios da humanidade estamos fadados ao idealismo; tanto quanto ao fatalismo. Tal qual narra a mitologia grega, o professor, acima de tudo, assemelha-se à Pandora, ao abrir a caixa surpresa que recebeu, na qual restou presa ao seu interior somente e apenas a esperança. Como ser humano que é, almeja uma perfeição que advêm da experiência, o que pressupõe o exercício constante de um dado saber.
              Segundo a alquimia reproduzida pelo tempo e mestres que nos introduziram no caminho do saber, percebemos que algumas qualidades são fundamentais para o exercício da docência.
              Assim, o Professor tal qual uma Águia, jamais deverá abrir mão de seu papel de observador, porém conservando, acima de tudo, a compreensão dos Cães, que uma vez aprendido o caminho ou situação não volta a repeti-la negativamente.
              Advindo das florestas intactas, observa-se o exemplo do Macaco que sabe, acima de tudo, motivar sua plateia a fim de alcançar seus objetivos.
              O aperfeiçoamento, a mudança de hábitos e as novas ideias seriam aprendidas através da observação atenta do Castor, que não desanima nunca em recomeçar sua represa que ruiu e foi por água abaixo.
              Finalmente, deve, a qualquer tempo, prevalecer no ideal do professor a sensibilidade das flores e dormideiras que enfeitam a floresta, visto que são belas, sensíveis e cônscias de suas obrigações, sem se preocupar se o tempo é favorável ou desfavorável.
 Nixson machado
10/10/2012

sábado, 23 de junho de 2012

A Escola e a Nova Sociedade


A Escola e a Nova Sociedade
Diante da nova conjuntura político-social que ora se apresenta, a escola terá função primordial na preparação do perfil do cidadão, moderno, antenado com a revolução tecnológica.
A velha escola pública, focada numa estrutura preconceituosa, precisa modernizar-se ou então será esmagada pela tecnologia, em especial a da informação, que exige competência e desempenho como requisitos básicos para sobrevivência política e econômica da independência e da soberania.
Nesse sentido, temos que fazer uma estrutura educacional calcada em critérios qualitativos, ágeis e práticos como é o novo cidadão. A nova escola terá que admitir que a democracia chegue também às salas de aula, para que, de lá, possa expandir e alcançar plenamente a sociedade, participando do processo de formação das novas opiniões e, por conseguinte, dessa nova mentalidade social e política.
Dessa maneira, precisamos de projetos político-educacionais oriundos de discussões abertas e democráticas, que conte com a efetiva participação da sociedade organizada e de professores autônomos, valorizados e conscientes de que seu papel vai além do ato mecânico de repassar conteúdos prontos. É fundamental considerar o aluno, valorizar suas ideias, compreender seus anseios e inquietações, acima de tudo, respeitar suas diferenças, pois somente através dessa postura a escola poderá prepará-los verdadeiramente para atuar como cidadãos plenos.
Não basta que transmitamos todo o cabedal de conteúdos didáticos que a escola julga importantes e fundamentais, capazes de transformar revolucionariamente o mundo, sem nos preocuparmos com os aspectos afetivos, sociais e culturais que envolvem o processo educativo como um todo. Por exemplo, a ética e a cidadania são aspectos fundamentais que a escola prefere tratar de forma superficial, porque no final do ano o que vale mesmo são as estatísticas, ou seja, o percentual de promovidos que formam a escola quantitativa.
No entanto, a escola prefere se omitir e promover em enfadonhas reuniões de conselhos de classe, alunos que o fracassado processo avaliativo reprovou, negando-lhes o direito de ter as mesmas condições de lutar pelo sucesso profissional. Então, ano após ano, nos deparamos com velhas práticas revestidas de novos discursos, silenciando bocas que sequer balbuciaram os primeiros “grunhidos”. Esse tipo de agressão social ocorre a todo o momento em que a escola prefere excluir aqueles que representam “problemas”, acovardando e fugindo a sua responsabilidade, dando as costas, sem enfrentar a situação-problema. E o que se colhe dessa atitude? O fracasso escolar; o descrédito da instituição pública; a marginalização da sociedade.
Não basta  que a escola ensine apenas o domínio da leitura da palavra escrita. Não basta apena aprender aritmética, conhecer a geografia do mundo, reviver a história da humanidade. É imprescindível que o aluno aprenda a “pensar”; que o aluno aprenda a se relacionar com o meio ambiente e com a sociedade. É pensando que se aprende a refletir sobre si, sobre o outro e sobre seu papel no mundo. Refletindo, agindo e interagindo é que o aluno poderá construir seu próprio universo, respeitando e sendo respeitado.
Aqui aparece o papel do professor e da escola como mediadores, como facilitadores que possam instrumentaliza e interagir com o aluno através de diferentes formas de linguagem, estabelecendo um compromisso dialógico com a sociedade, preocupando com a funcionalidade dos conteúdos e das condições de produção do conhecimento para tornar possível um construir cidadãos com liberdade de expressão, senso crítico, criatividade, solidariedade e ação verdadeiramente positiva na construção da cidadania.
Ariquemes, 28/12/1999.
Nixson Machado









quinta-feira, 7 de junho de 2012

Avaliação escolar


Avaliação Escolar
A avaliação como instrumento de verificação do rendimento escolar deve ser tratada de forma integrada à ação docente, somente dessa forma não se permitiria distinção ou distorções quanto aos aspectos qualitativos que devem sempre receber privilégio em toda ação educativa. Todavia, quando tomamos a avaliação como um processo a parte, o risco de se obter uma visão disforme ou fragmentada do processo de aprendizagem é acentuado, o que poderá ocasionar variações negativas ou imprecisas nos princípios norteadores do ato avaliativo, bem como apresentar distorções nos fundamentos da ação docente.
Desta forma, poder-se-ia criar preconceitos ou conceitos deformados acerca da avaliação, confundindo-a com os instrumentos de avaliação de que dispõe o docente, assim, contribuindo para que a ação de avaliar seja tomada como sinônimo de testar e medir quantitativamente acertos e/ou erros sobre informações técnicas e superficiais que estão longe de contribuir para a formação de cidadãos plenos que é o objetivo primeiro da escola.
Ariquemes, março de 2007.
Nixson Machado